segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Minha boca é pouca pro desejo que anda à solta!"
O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca

domingo, 28 de setembro de 2008

Bom dia!!!


"Marcas do que se foi...
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
novo em cada amanhecer"

sábado, 27 de setembro de 2008

Que amor era esse que não saiu do chão?

não saiu do lugar só fez rastejar o coração.

Só agora percebi que é inútil dar murro em ponta de faca, e que aquela história de "água mole em pedra dura...", não passa de ditado popular. Me dei conta de que não adianta mudar o caminho, desviar o olhar, riscar um número da agenda telefônica, se aquilo que nos maltrata tanto ainda vive dentro do nosso coração. Mas hoje, de uma vez por todas, e espero sinceramente não voltar atrás, dei ordem de despejo ao que me fez tanto mal. Meu coração encontra-se de portas e janelas abertas, mas só para aqueles que me querem bem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Deixa o amanhã dizer...

amanhã, talvez
esse vendaval faça algum sentido
dá pra se dizer
qualquer coisa sobre todo mundo

por hoje é só
vou deixar passar a ventania
talvez amanhã
vento, vela e velocidade

mar azul
céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva

Humberto Gessinger / Duca Leindecker

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dia desses na cabeleireira...

- Oi Fê, então, o que você quer fazer?

- Ai, eu não me aguento mais, não aguento mais olhar pra mim, me sinto péssima, me sinto horrível, quero mudar, preciso mudar!!!

- O que foi que aconteceu?

Comecei a chorar...

- Olha só, vou te dizer uma coisa, não adianta você mudar por fora se não mudar por dentro. Você tem que se livrar do que está te fazendo mal, expulsar do coração aquilo que te faz mal. Quando estiver de bem consigo mesma, em paz com a tua alma e com o teu coração, você vai se achar linda de qualquer jeito.

E não é que ela estava certa? Quem precisa de psicólogo quando se tem a melhor amiga cabeleireira do mundo?

Instrucciones para llorar

Dejando de lado los motivos, atengámonos a la manera correcta de llorar, entendiendo por esto un llanto que no ingrese en el escándalo, ni que insulte a la sonrisa con su paralela y torpe semejanza. El llanto medio u ordinario consiste en una contracción general del rostro y un sonido espasmódico acompañado de lágrimas y mocos, estos últimos al final, pues el llanto se acaba en el momento en que uno se suena enérgicamente. Para llorar, dirija la imaginación hacia usted mismo, y si esto le resulta imposible por haber contraído el hábito de creer en el mundo exterior, piense en un pato cubierto de hormigas o en esos golfos del estrecho de Magallanes en los que no entra nadie, nunca. Llegado el llanto, se tapará con decoro el rostro usando ambas manos con la palma hacia adentro. Los niños llorarán con la manga del saco contra la cara, y de preferencia en un rincón del cuarto. Duración media del llanto, tres minutos.



Julio Cortázar



Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um pranto que não ingresse no escândalo, nem que insulte o sorriso com sua paralela e torpe semelhança. O pranto médio ou ordinário consiste em uma contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e mucos, estes últimos ao final, pois o pranto se acaba no momento em que se assoa o nariz energicamente. Para chorar, dirija a imaginação para si mesmo, e se isto he resulta impossível por haver contraído o hábito de crer no mundo exterior, pense em um pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães em que não entra ninguém, nunca. Chegado o pranto, se tapará com decoro o rosto usando ambas as mãos com a palma voltada para dentro. As crianças chorarão com a manga da camisa contra a cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do pranto, três minutos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tá tudo bem?

Uhum... tudo bem sim!

(Não. Não está nada bem. Na verdade há dias que não me sinto bem, que estou triste, que não suporto nem me olhar no espelho, que tenho vontade de chorar. Queria me esconder de todos, do mundo inteiro. Queria não pensar, não sentir e não sonhar. Queria arrancar de dentro do meu peito esse coração imprestável que só serve para me fazer sofrer. Queria apagar da mente todas aquelas palavras e situações que me deixam presa no passado de uma história que nunca existiu. Queria não ser tão estúpida. Queria realmente gostar de mim. Queria poder responder com toda a sinceridade, que sim, que estou bem, que está tudo ótimo, sempre que alguém me perguntar.)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Meu jardim


Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores

Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores

Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores

Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho

Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho

Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim

Estou cuidando bem de mim

Vander Lee

domingo, 21 de setembro de 2008

Pra não dizer que não falei das flores...


"Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação."


(Cecília Meireles)

Isso é tão familiar...

E eu fui te abandonando pouco a pouco, você nem percebeu.
Primeiro acabaram as iniciativas de te procurar sempre.

Então parei de procurar desculpas pra conversar com você.
Guardei meus assuntos, meus segredos, meus desabafos.
Daí me limitei a apenas te responder vez em quando, cuidei de não estender assunto algum.
Prendi minha curiosidade, minha ansiedade, e principalmente, minha saudade.
Evitei saber da sua vida e comecei a cultivar o silêncio ao teu lado.
E uma vez morto o diálogo, era preciso matar a presença.

Fiz novos caminhos, tracei novas rotas, mudei minha rotina.
Então mudei de casa, de bairro, de cidade.
Não levei teu endereço pra não correr a tentação de te mandar nem sequer um telegrama.
Eu fui embora na esperança de que sentisse minha falta.
E achando que te castigava, condenei-me à solidão.

Do blog http://poetriz.wordpress.com/

sábado, 20 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tudo aqui, tudo em mim...


Tudo aqui!
Quer me revelar
Minha letra
Minha roupa
Meu paladar
O que eu não digo
O que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...

Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...

O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar...

Tudo em mim!
Quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa
O que me ajuda
O que eu escolho prá amar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...

(Zélia Duncan)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Nossa distância vai além de setenta e poucos quilômetros...

E quer saber de uma coisa?

Acho que não faço mais a mínima questão de acelerar pra te alcançar.

domingo, 14 de setembro de 2008

"Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim,
e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu.
Não morre, por favor.
Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê."
"Essa mesma garotinha mal resolvida que vaga dentro de mim, como um espírito que não aceita evoluir, é a garotinha que quis se curar do medo do amor com um amor tão grande, tão grande, tão grande, que não existe. E ficou sem nenhum."
Notei nas últimas semanas, que não importa se estou, on line, ocupada, de férias, presente, ausente, doente, dormindo, chorando ou sorrindo. Pois de qualquer forma é sozinha que me sinto, é sozinha que estou. Eu já devia ter me acostumado com isso, afinal, não é de hoje que isso acontece. Mas é que sou tão burra e tão teimosa. Estou sempre me preocupando com os outros, com todos aqueles que eu amo, e principalment com os que eu não deveria amar. Penso em todo o momento nessas pessoas. Mas ninguém se importa se estou viva ou não. Ok! Estou aumentando e dramatizando, não é bem assim... Sei que há quem se importa comigo, mas eu quero mais. Quero presença, contato, conversas longas e muito abraço. Estou cansada de ficar no vácuo, sozinha, esquecida no banco de reserva.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Versos simples

"Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão
"Te trago" os meus versos simples,
Mas que fiz de coração."

"Sorvetão na testa"

Deus do céu. Acho que nem batendo com um gato morto na minha testa até ele miar, eu deixo de ser assim. Eu sou muito boba, pra não dizer estúpida. Essa minha ansiedade, que me faz trocar os pés pelas mãos sempre me prega uma surpresa. Tá, nem é surpresa. Tá, eu nem ligo mais. Ou finjo que não ligo. Mas vocês precisavam de ver agora a minha cara de imbecil que ficou no vácuo.
Im-pa-gá-vel!!!


Ao menos me resta o senso de humor... dããããrrr

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Categorias Masculinas

Antes que alguém entre aqui, leia, (talvez) se identifique, e fique "p" da vida comigo, quero informar que não sou a autora deste texto. Embora tenha tido experiências com algumas dessas figuras abaixo, não tive ainda a inspiração necessária para descrever tão bem cada tipinho desses.
Cafajeste: tipo direto, objetivo. Ele não tem muitas estratégias. Também é o mais simples, descomplicado. Ele quer comer. Ele come. Às vezes, pode levar um tabefe, das mais ingênuas e puritanas. Mas ele é o tipo rústico, que vai direto ao assunto sem muita polidez. Frases como "quero dormir com você hoje", "vamos para um lugar mais íntimo", fazem parte do seu repertório. Ele pode variar da sutileza à extrema grossura, mas ele não deixa dúvidas: ele quer te comer. Pode ser que pergunte. Pode ser que vá logo te comendo. Mas, esse tipo antológico é inconfundível e extremamente necessário (afinal de contas ele é bom no que faz, é curto e grosso, o que adianta um dobrado!).
Cretino: Esse sim, é o perigo. Perigosíssimo. Ele parece ser sensível, poeta. Diz que você é linda. Ressalta sua beleza, sua espirituosidade, sua inteligência. Puxa papos inteligentes. Diálogos complexos com você. Se mostra interessado nas suas opiniões, nos seus interesses políticos, filosóficos, artísticos. Escreve delicadezas. Pinta coisas belas. Te dá livros. Manda mensagens. Toca canções de Chico Buarque para você. Mas todo esse percurso tortuoso, demorado e devastador tem apenas um propósito: te comer e tão somente. (O que convenhamos é maravilhoso) Muito provavelmente, superado o propósito, cessa a poesia, todo o percurso. Talvez até tenha uma continuidade, mas provavelmente não com o mesmo apelo e intensidade da fase anterior. Normalmente são esses tipos que provocam paixões, amores, dores de cotovelo e outros efeitos colaterais. Melhor ficar longe deles...se puder, é claro.
Filhos da Puta: Um cretino com requintes de crueldade. Porque se objetivo do homem é comer. O objetivo feminino é ser comida. E se uma coisa que cretinos (melhor até que os cafajestes) fazem bem é te comer. O Filho da Puta vem, beija a sua mão, diz que você é linda. Convida você para ir na Walter da Silveira ver o novo filme de Godard. Entende de poesia concreta. Declama Paulo Leminski. É artista, poeta, cineasta, pintor, intelectual. Fala palavras macias. Fala dos seus seios. Mas saiba, ele não quer te comer e sim te sacanear (há variações que dizem que ele é gay ou um bissexual ainda confuso, mas pra mim, o que ele realmente quer é te escaldar). Diante de qualquer esboço seu que quer ser comida, o filho da puta diz "você confundiu tudo, eu quero você como amiga", "eu tenho um relacionamento", "estou confuso".
Denorex: Não tem explicação. Não tem muita lógica. Ele é aquele ser em cima do muro. Um dia te beija os pés, declama Vinícius de Morais no seu ouvido. No outro nem te abraça, está um tanto confuso. No outro, dá em cima da sua prima. No outro liga e diz que quer te comer. No outro, te trata como melhor amiga. Aquele tipo que você não entende, não quer entender mais e tem raiva de quem sabe. O mistério do planeta. Ele parece que te ama, parece que não se importa com você, parece que te esnoba, parece que te quer. Mas não, não é nada disso. E saiba, nem ele sabe que porra é.
Ameba: Esse dá raiva. Muita raiva. Ele te olha durante tempos. Olha, olha. Você demonstra que quer. Mas ele continua te olhando. Você convida ele para sair. Ele diz que vai trabalhar, ou inventa qualquer outra desculpa. Você o encontra na noite. Conversa durante uma hora e ele não faz muita coisa. Quando você se irrita e sai, ele fica te olhando. E te olhando, te olhando, olhando. Ele quer te comer. Ele quer mesmo. Mas ele é lento. Não sabe como. Tem medo da rejeição e não faz porra nenhuma. Se você está em dias de inspiração e quer comer ele, agarre logo. Se você é tímida e tá gostando dele, minha filha, melhor arranjar outra coisa para fazer. Ele não vai mover uma palha para ficar com você. Embora, suas mãos já devam estar cansadas de tantas diversões solitárias.
Ah! Só para contar (pasmem!!!), parece que quem escreveu esse texto, foi um homem.

Em dias como o de hoje,
quando sinto saudades de vinte e poucos anos atrás,
é que me dou conta de que nada mudou
entre a menina que fui um dia
e a menina que hoje sou.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quero um cabeludo de banda só pra mim!


Volta e meia encarno numa banda, num músico, às vezes o vocalista, outras o baterista... É algo que esteve sempre presente no meu jeito de ser, no meu jeito adolescente de ser. Até hoje, quando vejo algum show, acabo sempre me encantando com algum músico cabeludo, e fico ali, paradinha, assistindo, admirando... Eu com essa minha mania de sempre me apaixonar pelos caras "certinhos", creio que o destino ainda há de me reservar um namorado cabeludo de banda.













Enfim, a bola da vez que tem me feito suspirar é Chad, vocal e guitarra do Nickelback... ai, ai (suspiros), e olha que nem bonito ele é, mas sei lá, acho que o conjunto da obra é que faz a diferença. Putz! Pena que ainda não sei como postar vídeos aqui, mas vai o trecho de 'Far away', música que não sai da minha cabeça, e o link pra quem quiser conferir no youtube:


*
"This time, This place
Este tempo, este lugar
Misused, Mistakes
Desperdícios , erros
Too long, Too late
Tanto tempo , tão tarde
Who was I to make you wait?
Quem era eu para te fazer esperar?
Just one chance
Apenas mais uma chance
Just one breath
Apenas mais um suspiro
Just in case there's just one left
Caso reste apenas um
'Cause you know,
Porque você sabe
you know, you know
Você sabe , você sabe
*
That I love you
Que eu te amo
That I have loved you all along
Eu sempre te amei
That I miss you
E eu sinto sua falta
Been far away for far too long
Estive afastado por muito tempo
I keep dreaming you'll be with me
Eu continuo sonhando que você estará comigo
and you'll never go
E você nunca irá embora
Stop breathing if
Paro de respirar se
I don't see you anymore"
Eu não te ver mais
*

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Uma arte

A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.


Elizabeth Bishop

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Trocadilho

"Sei que amores imperfeitos são as flores da estação


Mentira se eu disser que não penso mais em você..."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Sweet Dreams

Tenho sonhado tanto nos últimos dias...
Mas nada daqueles sonhos que se sonha acordada. É sonho que se sonha dormindo mesmo!
A cada dia é uma festa. Um sonho melhor que o outro. Com coisas lindas e gostosas que quando acordo, me espreguiço, e lembro do sonho, logo digo para mim mesma: "Que pena que foi só um sonho!". Daí passo o dia inteiro com um sorriso bobo na cara. E ninguém entende porque é que estou tão feliz. É, os sonhos nunca me abandonam, seja de uma forma ou de outra, acordada ou não.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dans mon corps, ma peau, dans mon coeur...



Toc-toc

A alegria bateu à minha porta
Chegou de mala e cuia
Entrou sem pedir licença
Acomodou-se no sofá

Pediu um cafézinho
E como se já fosse velha conhecida
Foi logo mexendo em tudo
Colocou todas as coisas no lugar

Quando percebi
Já estava à vontade
De pijamas e chinelos confortáveis

Ocupou todos os espaços
Do meu coração
Disse que não pretende ir embora tão cedo

"Uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la"


"Sem explicação, ordem e motivo, me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa. Não sei se é uma alegria herdada, uma alegria que esbarrou em mim e que me salvou de ter pensado demais para devolvê-la. Uma alegria que é muscular, como se o ar fosse uma guitarra encordoando o ar, e houvesse um amor me pedindo para falar baixo nos ouvidos ou uma criança me chamando pelo apelido que esqueci. Uma alegria sem dono, que poderia ser uma ovelha de água, uma orelha de mar, um poço com hálito de café, uma figueira entranhada de pedras, o barulho alaranjado do portão que denuncia a visita, a tosse do fogo, as ervas e suas cartas datilografadas sem acento. Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la."
(Fabricio Carpinejar)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Embora muita coisa tenha mudado...

Sou obrigada a dizer:

Você continua (fica) lindo de azul.

"Deeper and deeper and deeper and deeper

Sweeter and sweeter and sweeter and sweeter"




Minha vida é sempre dividida em fases. Muitas fases. Acho que agora estou na minha fase Madonna de ser. Sexy e irreverente, eu diria até que erótica. Tá espantado? Na verdade há muito sobre mim que poucos conhecem, posso ter cara de menina romântica, e sou. Mas tem um algo mais aqui dentro, ou vários algo mais. E não estou mais afim de esconder, pelo menos não agora. Eu quero me libertar, me permitir, aproveitar essa vida que eu tenho agora. E se quiser me acompanhar, é bom apressar o passo, porque não vou esperar ninguém.