sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ô Sú, assim não vale, depois desse poema não me resta mais nada a dizer... te amo amiga!

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

Um comentário:

poetriz disse...

Amigos são assim, são trazidos pelo vento assim como as sementes dos dentes de leão...

Bjs!