domingo, 24 de maio de 2026

Guardo o nosso amor em uma caixinha moldada de sonhos e carinho. Faço isso porque aceito, com o coração apertado, que nossas mãos não podem se tocar e que os nossos caminhos correm em direções contrarias. O que sentimos é vivo e bonito, mas pertence a esse universo das coisas impossíveis; não cabe na rotina ou nas regras do mundo real. Por isso, ele habita um plano puro e invisível, onde a nossa história não precisa de um ponto final. Às vezes, no silêncio do meu próprio espaço, eu abro a tampa dessa caixinha em segredo. Faço isso só para admirar o brilho do seu sorriso na minha memória, sentir o calor do seu toque e esquecer o medo por alguns instantes. Ali, eu me permito te amar sem pressa. Depois, fecho a caixinha com cuidado, onde ele continua a salvo, no lado mais seguro do meu coração.

Nenhum comentário: