terça-feira, 23 de setembro de 2008

Meu jardim


Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores

Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores

Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores

Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho

Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho

Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim

Estou cuidando bem de mim

Vander Lee

2 comentários:

João da Silva disse...

Acho que ando precisando fazer isso também.
Beijinhos do João

Mr. Fart disse...

Fernanda, você me empresta este espacinho?
Ao Sr. João da Silva: fui ao seu espaço, mas lá não se permitem comentários anônimos. Adoro poesia, e li o soneto que escreveu. Está maravilhoso! Sua noção de rimas e de métricas, os polissíndetos, as metáforas, a cadência, e que azar eu tive! Justo na despedida fui encontrá-lo? Espero sinceramente que volte, pois poetas assim andam em extinção. Seu estilo me faz lembrar algo entre o Parnasianismo e o Simbolismo.
Meus parabéns!
Obrigado, Fê!