domingo, 27 de janeiro de 2008

sábado, 26 de janeiro de 2008

Filho da puta!!

Por muito tempo fui uma menina que nunca havia falado um palavrão na vida. Mas de uns anos pra cá, cheguei a conclusão que não há nada melhor para externar certos sentimentos tais como revolta, mau humor, raiva, e topada no dedão do pé, que um bom palavrão, ou vários deles. No momento, não encontro melhor definição para certas pessoas, do que "filho da puta", por mais que a mãe do desgraçado em questão seja uma santa.

Filho da puta!

Filho da puta!

Filho da puta!

Já me sinto até mais leve, mais feliz... Agora chega, acho que já exorcizei meus fantasmas por hoje.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

É inevitável...


"Por mais que seja só um sonho,
sonhar sem se importar
se é um sonho distante
ou se um sonho que já está bem perto,
sonhar... sonhar... sonhar...
ter sonho a todo instante,
sonhar até que tem um sonho
se um sonho não tiver!"
(Luiz Moreira)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Insônia e dor de estômago!

Esse é o resultado das inúmeras caraminholas aqui dentro da minha cabeça. Putz! De onde desenterrei "caraminholas"? É, a coisa é mais grave do que imaginei. Este é o resultado de virar gente grande. E eu já cheguei no estágio avançado de perder o sono. De sentir dor de estômago e pior ainda, desenterrar certas palavras que nem a minha avó diz hoje em dia. Lá fora está chovendo. Tinha uma lua cheia tão linda, e essa chuvinha invejosa veio roubar a cena. Ao menos o barulhinho da chuva é reconfortante, e com esse friozinho que está fazendo talvez eu consiga dormir antes das três da manhã.

(Pausa para pensar em mais algumas abobrinhas para escrever aqui)

"Caraminholas"???

"Abobrinhas"???

Nem precisei pensar muito, alguém já foi mais rápido que eu:

"Insônia e dor de estômago? Seus problemas acabaram!"

domingo, 20 de janeiro de 2008

A última (Tati Bernardi)

Aqui vai mais um texto da Tati.
Porque definitivamente eu não consigo escrever de ressaca. Não mesmo!

Sabe aquele medo horrível que você tem de sofrer? De perder algo que ama muito? De vomitar? De que tudo saia do seu controle? Eu torço pra que isso te aconteça, acredite, é maravilhoso. Se um passarinho azul passar na sua frente e borboletinhas amarelinhas o acompanharem, isso é realmente lindo, não porque você ganha bem, ou porque tem um apartamento cheio de almofadas te esperando, ou porque tem uma pessoa especial ao seu lado te dizendo que eles são lindos. Eles são lindos porque existem simplesmente, igual a você. Eles são lindos porque você está completamente sozinho neste mundo, mas este mundo é maravilhoso, não tenha medo. Não tenha medo de descer até o inferno e queimar como um papel cheio de regras e certezas, queime, vire cinzas, chega de querer controlar a vida, chega de querer amar, existir e desejar pelo seu ego. A vida é muito maior do que você, acredite nela, colabore com ela, tenha fé nela, faça a sua parte, mas em hipótese nenhuma sonhe que você pode simplesmente enfiá-la amassadinha dentro da sua bolsa, ela com certeza vai se vingar de você. Deixe, deixe a onda da dor passar por você, ela pode até te derrubar, te afogar um pouco, te chicotear com o sal, te assustar com tanta grandeza, mistério, profundidade e experiência, mas acredite em mim, você não vai morrer. Você vai se levantar, ainda que a praia inteira ria de você, ainda que a força tenha levado suas roupas e você esteja completamente desprotegido para a vida, nu, entregue, sem dignidade. Ainda assim você vai se levantar e seguir em frente. Acredite no Deus que mora dentro e fora de você, acredite que, para cada vez que você diz “eu odeio”, algo ou alguém vai te odiar. Acredite que, para cada vez que você diz “eu não acredito”, algo ou alguém vai perder a fé em você. Então diga agora, bem alto, para que até aquele seu lado mais surdo e teimoso ouça, “eu amo e acredito em mim e na vida”. Siga nu, quase sem vida, quase sem vontade, sem sono, sem fome, sem desejos, mas siga, o passo que está na sua frente já carrega uma dor menor do que o anterior, aos poucos você deixará para trás essa carga horrível que você mesmo juntou e então poderá voar. Aos poucos cairá tudo e só sobrará você, e você é feliz, sua essência é feliz. Onde estava você, escondido embaixo de tantos sonhos frustrados? Você é real, não tenha medo de apenas ser e ser agora, sua felicidade não está nem no útero e nem no dia perfeito, ela está aqui e agora, o resto você inventou porque ainda não sabia que podia contar com você. A verdade é que você só pode contar com você. Amar de verdade é esquecer um pouquinho de si mesmo, se você já se esqueceu num cantinho como uma criança de rua carente por causa do amor, não se culpe, você só mostrou, ainda que seja difícil mostrar alguma coisa nesse mundo de aparências, falsidades e medos, que você tem coragem para amar, parabéns. Mas chega, se não houve troca, chega, porque amar sozinho é solitário demais, abandono demais, e você está nessa vida para evoluir, mas não para sofrer. Essa criança carente agora precisa dessa mesma coragem para ser amada e ela merece mais do que ninguém, ela é, de verdade, a única coisa que você realmente tem e terá para sempre. Por favor, está na hora de levá-la tomar banho, tomal sol e tomar sopinha de mandioquinha. Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coracão, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

...sei lá!

"Quero não sentir nada. Quero descansar meu coração de saco cheio das minhas invenções e precisando se preparar para viver algo de verdade. Como será que é acordar e não esperar nada como o toque do celular, da campainha, do messenger, do e-mail, do ar, do chão? Como será que é sentir e gostar da vida pela sua calmaria e banalidade? Como será que é viver a banalidade sem achar que isso é banal? Este é um não texto. Pra falar de um não amor. Pra falar de um não homem. Pra falar de uma não fantasia, invenção, personagem. Esse é um texto a favor da vida, pra falar da vida. A vida com seus defeitos, cinzas, brancos, estagnações, paradas, frios, silêncios, amenidades. A vida que pode não acelerar o peito e deixar tudo com estrelinhas de purpurina. Mas que é incrível por ser real. A vida que não se escreve mas se vive, mesmo que isso, muitas vezes, seja ainda mais difícil que qualquer regra gramatical ou construção literária." (Tati Bernardi)


Não me canso de ler as coisas que a Tati Bernardi escreve. Deve ser porque cada palavra dela faz um puta sentido na minha vida. Queria conseguir me expressar dessa maneira. Estava até agora tentando, escrevi mil rascunhos, todos sem nexo... Talvez reflexo da bagunça que está a minha vida... Por que é tão difícil esquecer, compreender e principalmente aprender? Estou tonta, não consigo raciocinar direito, muito menos enxergar as letras do teclado, talvez seja cansaço, talvez sejam meus olhos cheios de lágrimas, ou quem sabe é apenas mero efeito das cervejas que eu bebi...sei lá!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sem título por enquanto...

Fim de tarde, sol se pondo, a praia completamente vazia, os salva-vidas indo embora, a tia do milho cozido fechando a barraquinha, algumas pessoas ainda caminhavam pelo calçadão... Fui até o mar, deixei a onda molhar meus pés, sentei na areia e fiquei ali, quieta, sozinha. Ao mesmo tempo que o vento fazia bagunça nos meus cabelos, varria todas as preocupações da minha mente. Que sensação maravilhosa não pensar em nada! Uma lágrima boba teimou brotar dos meus olhos, mas foi apenas uma, enxuguei o rosto e continuei ali até anoitecer.

(Fim de tarde na minha praia...eu sei, ESPETÁCULO!!)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Para uma avenca partindo...

"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas um projeção daquilo que eu queria ver em você, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre, no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?


(Caio Fernando Abreu)

domingo, 13 de janeiro de 2008

do filme, Lisbela e o Prisioneiro

"O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele
Eu pensei que se eu não fosse a minha vida inteira ia ser assim
Vida de tristeza
Vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez
Daí eu fui
Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar
Vocês entendem?
Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Parem o mundo que eu quero descer!

Juro que me esforço para ser otimista, para acreditar que o universo não conspira exclusivamente contra mim. Mas cada vez que uma coisa boa acontece comigo, no mesmo instante aparecem duas ou três que acabam com tudo. Definitivamente não nasci para ser feliz.Sei que parece exagero, mas é que tem horas que por mais forte que eu seja, chega uma hora que cansa. Estou cansada de fazer tudo errado, de me comportar feito uma idiota, de amar quem não me ama, de me esforçar e não ser reconhecida, de dar valor a quem não merece, de me preocupar com quem nem lembra que eu existo, de acreditar nas pessoas, de dar importância a quem nem se importa, e mais cansada ainda de saber que o mundo não é esse conto de fadas que eu idealizo e mesmo assim continuar insistindo e acreditando nisso... Pode ser que hoje não tenha sido um bom dia, e que amanhã, assim que eu ver o sol brilhando lá fora, toda essa tristeza que sinto nesse momento tenha desaparecido. Mas agora a única coisa que me resta é procurar consolo junto ao meu velho e bom travesseiro...



"Aos deuses eu me curvo
Nenhum deus contudo
Parece me ouvir
Eles vêem tudo
E te deixam partir"

(Cassia Eller)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você (C.F.Abreu)

Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.

Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você – seria, seriam?

Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.

Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.

Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! Como se fosse verdade, um beijo.

(Caio Fernando Abreu, em Um Provável Devaneio)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eu levo o seu coração comigo

Esse é o tipo de poema que não convém analisar, comentar, tampouco explicar...Deve-se apenas ler e sentir!


eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

eu levo o seu coração ( eu o levo no meu coração)

(E.E. Cummings)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

E.E Cummings

nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre;só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas



E.E.Cummings, poeta norte-americano, nasceu em 1894 e morreu em 1962. Conquistou, ainda em vida, um lugar permanente entre os maiores poetas de nosso tempo. Ainda se comenta muito das suas inovações em tipografia e pontuação, que foram, por alguns, mal entendidas como meros "efeitos", mas o leitor cuidadoso verá que elas são um aspecto de sua busca pela expressão mais pura e clara de seus pensamentos e sentimentos. Uma maneira de renovação da linguagem que só os grandes poetas conseguem. Cummings era único dentre os poetas de seu tempo, pois era igualmente extraordinário na sátira e no sentimento e lutava vigorosamente contra a pomposidade e a pretensão. É considerado um dos poetas que escreveu os mais emotivos poemas de amor de todos os tempos.(http://www.releituras.com/eecummings_menu.asp)

domingo, 6 de janeiro de 2008

Outra vez

O título é o nome de uma música do Roberto Carlos, muito linda por sinal, e que me faz lembrar de uma das melhores pessoas que eu já conheci, um amigo muito especial...

"Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci"

E que abraço! Acho que ainda não conheci alguém com um abraço mais gostoso e aconchegante que o teu. Lembro que no dia do desfecho da "Satine", lá na praia... Quando me trouxe em casa, me surpreendeu ao me pedir um abraço. Achei inusitado, mas muito bonitinho também. Não sei quanto tempo durou, mas tive a impressão de que o tempo havia parado naquele momento... Alguns dizem que conhecemos as pessoas por seus atos, outros dizem que é pelo sapato, mas eu acho que é pelo abraço que se conhece realmente o coração de alguém...

"Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim.
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez"

Está sempre tudo tão vivo em minha memória...Sempre me recordo do fatídico dia que você cortou a mão. Nesse dia vi que definitivamente tenho horror a sangue e que não sirvo para socorrer alguém em apuros. Mas apesar do susto, de vez em quando me pego rindo do que aconteceu...

"Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você
Bem perto de mim outra vez"

O que mais me encanta, é que na poucas vezes que estivemos juntos e nas muitas vezes que conversamos, você sempre tão sincero, transparente, como nunca ninguém foi comigo. E acho que por isso, hoje te admiro tanto, e tenho um carinho especial por ti...

"Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você
Bem perto de mim outra vez"

Não sei escrever tão bem como você, mas acho que tudo é válido e bonito quando se faz com o coração.Vou encerrando por aqui, afinal de contas, se te conheço bem a essa hora já deves estar todo bobo e convencido.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Meu coração não mudou... mas estou tão feliz!

É tão bom estar com o coração em paz, livre de angústias, batendo mansinho e feliz. Sinto-me liberta de certos sentimentos, ainda que verdadeiros, mas que me machucavam demais. Não é que meu coração tenha mudado, acho que na verdade, cabeça e coração resolveram fazer as pazes e caminhar juntos. É como se eu tivesse amadurecido, acordado para a vida, disposta a enxergar além do que me convém. Sei que sou inconstante, e que vivo oscilando entre a fantasia e a realidade, e que há qualquer momento tudo isso pode mudar novamente. Mas é que hoje, neste exato momento, estou feliz demais e sinto sinceramente que nada me falta.